8 de Janeiro de 2008
Autor(a): Diego
“Já houve um tempo em que eu pensava ter as respostas… respostas para perguntas que ninguem sabia.
Também ja houve um tempo em que eu tinha tempo, e com esse tempo eu não sabia o que fazer.
E foi assim que tudo começou. Um desocupado, aparentemente realizado tanto financeira como pessoalmente, passando seu tempo livre(todo o tempo, alias) em sua fazenda, no interior de São Paulo. E, com todo esse tempo livre, eu arrumava umas andanças por aí. Numa delas, como não poderia deixar de ser, algo fora do comum aconteceu. Eu descobri algo que supostamente não deveria ter sido descoberto. Algo tão descomunalmente distante de nossa realidade mesquinha, que era impossivel não se apaixonar pelo desconhecido. Mas isso é uma historia para outra história. O que realmente importa é a sucessao de fatos igualmente inusitados que tornou essa situação real.
Aquilo que eu encontrei em meu mundo, seja lá o que for, me trouxe até aqui, e aqui não quero ficar.
Não sei por que me tratam assim, como se eu tivesse acionado o apocalipse. Tudo o que fiz foi ser curioso e zeloso ao mesmo tempo. Não queria que nada acontecesse aos meus animais. Quanto ao portal, não sei exatamente o que vi lá, só lembro de ter ouvido uma voz meio estranha rindo, dizendo que era só questão de tempo até que ele ou ela recuperasse o poder.
E é só isso o que eu sei. Façam o que quiserem agora.”
Os murmuros eram ouvidos aos montes naquela corte tão diferente. De pé, olhando para ele como se fosse um animal, aqueles homens o olhavam com ar de duvida, e alguns estavam tão receosos, que mantinham suas espadas desembaiadas.
Realmente, aquela seria uma andança longa e tortuosa.
4 de Janeiro de 2008
Autor(a): CoN
“A história é simples: eu estava andando com a minha Pampa 87 por aquela estradinha de terra que leva lá do sítio até a estrada que conduz aqui a Miqueiros. Ia devagar, tinha chovido, né, e a lama era escorregadia, mas nada com que eu não estivesse acostumado. Eram por volta de sete e meia da noite, lembro que meu estômago tava roncando já, além do sono que já batia à porta.
Entre aquela rotatoriazinha e um poço de vinhaça lá da usina, que fertiliza a terra da cana, percebi uma pequena luzinha no céu; a luzinha foi se chegando perto rapidinho e aumentando, até transformar-se em algo tremendamente grande voando em cima da minha cabeça.
Uai, eu não tinha reação, simplesmente prestava atenção ao objeto voador. Foi quando entrei com tudo na cana. Como eu estava devagar, nem me machuquei muito, foram só esses arranhões esquisitos nas costas, mas essa batidinha provavelmente chamou a atenção dos seres habitantes da provável nave que era aquele objeto estranho no ar; logo em seguida à batida, um raio verde foi disparado do disco e atingiu meu carro em cheio, me fazendo desmaiar.
Quando acordei, vi que eu estava num lugar bem claro, e logo que levantei da cama que eu estava deitado, vi um bichos feios, gosmentos, todos me olhando com interesse. Fiquei com medo, mas não demonstrei, fui corajoso e perguntei onde eu estava. Eles responderam, ah sim, disseram que tinham me abduzido e que, enquanto eu dormia, tiraram uma amostra do meu sangue pra exames, dei uma olhada em mim mesmo num espelho que tinha perto e vi essa marca roxa no pescoço, foi aí que eles tiraram sangue, esquisito né? Mas enfim, eu disse que queria ir embora, e eles disseram que não, que iam me levar, daí eu lutei com eles, e por isso essa outra marca perto da orelha, e a minha cueca rasgada. Mas no fim, cheguei até o painel da nave e apertei um botão que estava escrito “Aperte aqui para descer”. Quando vi, estava lá embaixo, no meu carro.
Daí, por causa do nervoso, tomei umas dosezinhas do garrafão que tava lá no carro, sabe como é, e cheguei em casa tarde daquele jeito ontem. Foi isso.”
- Sei, sim senhor. Então, o carro batido, a bebedeira e esse monte de marca pelo seu corpo foi culpa dos alienígenas?
- Sim, sim, pra você ver.
- Hum… Interessante. Isso quer dizer que os alienígenas usavam batom e escrevem bilhetinhos né? Ou será que existe outra explicação pras marcas na sua camisa, e pro papelzinho no bolso da sua calça? Hein? Seu cafajeste!
Espero que os leitores do nosso blog tenham tido um feliz natal, e desejo a todos um ótimo 2008.
14 de Dezembro de 2007
Autor(a): André (www)
Capítulo 1: O inocente
Splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh…
- PÁRA!!!
Splosh
- Que foi???
- Como assim “que foi”??? Tá sujando todo chão!
- Ih, é verdade. Desculpa. Mas tu viu aquela chuva toda lá fora?
- Sim, e agora estou vendo ela aqui dentro também!
- Ah, nada melhor que um humor raivoso de uma mulher. Para mim, a mais pura forma de humor que existe!!!
- …
- …
Splosh, splosh…
- TIRA ESSA MERDAAAA!!!
- Ok, ok! Não se irrite… mais. Vou tirar o sapato.
- E cadê o guarda-chuva?
- Tá lá fora, oras.
- …
- …
- E posso saber por que ele está lá fora?
- Pra não molhar aqui dentro, ué.
- … às vezes eu fico pensando se tu é assim mesmo ou se faz de propósito.
- Ahn…
Ela suspira, abaixa a cabeça e dois segundos depois olha pra ele:
- Tá, vem cá de uma vez que to com saudades.
Splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh.
Capítulo 2: O esperto
- Porra! Começou a chover bem na hora que descemos do ônibus!
(sploshs ao fundo)
- Chover é pouco, eu conseguia ouvir a dor do asfalto ao levar essas porradas da chuva. Sorte que achamos aquela árvore lá pra ficar embaixo.
(sploshs ao fundo)
- Grandes coisas, a pobre da árvore nem dava conta, nos molhamos do mesmo jeito.
(sploshs ao fundo)
- Enfim, reunião de condominio amanhã, não esquece!
(sploshs ao fundo)
- Pode deixar, abraço!
(sploshs cessam)
- Perae cara, o sapato!
- Que tem??
- Não entra com ele né, tu vai molhar tudo lá dentro, tua dignissíma vai ficar puta! Deixa ai fora com o guarda-chuva que nem eu.
- Não, não se preocupa, hoje é quarta.
- Quarta??… ah sim, agora lembrei. Eu queria ter quartas também, hehe
- Hehehe, vou até guardar a marca de batom pra outro dia.
- Só tu mesmo. Boa sorte então!
- Veremos, até amanhã!
Splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh…
- PÁRA!!!
7 de Dezembro de 2007
Autor(a): Diego
32 de fevereiro, 1988
Usina de controle de coisas
-Senhor?
-Pois não?
-Achamos algo.
-É mesmo?
-Sim.
-Poxa, que legal.
-É mesmo, senhor.
-…
-O senhor deveria vir ver…
-Ah sim, claro. O que aconteceu?
-Encontramos um liquido estranho…
-E você vai me tirar do refeitorio pra isso?
-Bem, eu imaginei que…
-Não quero saber. Injete o liquido em alguma cobaia e me leve o café da manhã lá pelas dez.
-Sim senhor.
Obviamente, o soldado(ah é, essa é uma instalação militar secreta) não se deu ao trabalho de se assegurar de que tudo correria bem, então mandou que outro fizesse o trabalho. Mais precisamente Paulo, vulgo “Das”, funcionário dedicado há quase duas semanas, o que o tornava o mais velho no quadro de empregados.
Quando acordou com o telefonema, Paulo tratou de correr para a sala de cobaias convenientemente sedadas e imobilizadas, onde realizaria o experimento sozinho, sem nenhum guarda por perto.
E isso lhe dava medo. Afinal o liquido havia sido enocntrado numa nave espacial derrubada por fogos-de-artificio após a derrota do corinthians(se não sou ber qual delas, tanto faz, cai uma nave por dia mais ou menos, só por causa disso).Ele não sabia o que esperar, ainda mais ssendo a cobaia um grande urso branco, pelo qual nunca havia cultivado grande afinidade…quero dizer… é um urso branco…não é psicodélico como um urso azul.
Pegou a seringa na gaveta-de-coisas-para-serem-injetadas-em-ursos.
“Mas que liquido lindo!” Pensou ele,” Que gosto será que ele tem?”
Seguindo meticulosamente o roteiro, Paulo esguichou uma pequena quantidade do liquido em sua boca.
Surpreendeu-se: o liquido tinha gosto de telefone, sua comida favorita desde os 23 anos.
Sem ter controle sobre suas ações, despejou todo o conteudo da seringa em sua boca. Que maravilha, que sabor! O mundo ganhara mais cores, os cheiros estavam mais cheirosos, e as fadinhas dançavam freneticamente ao som da conga…espera, fadas?
Neste instante, todo este orgasmo de sensações foi substituido por uma tontura demasiadamente grande, que levou a um desmaio.
Acordou de sobresalto, como se estivesse gritando(mas não estava…sacou,sacou?). Estava numa cama…redonda. Pelo tapetinho escrito “Orgasmus Motel”, suspeitou que realmente estivesse num motel.
Sozinho num motel? Não. Ao olhar parao lado, Paulo se surpreendeu. Havia um enorme urso branco deitado ao seu lado, com uma estranha feição de prazer. Somou o 2 com o 2, e(agora sim) gritou bem alto.
Ráááá, reedição de um velho conto, de um velho blog.