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4 de Janeiro de 2008
Autor(a): CoN
“A história é simples: eu estava andando com a minha Pampa 87 por aquela estradinha de terra que leva lá do sítio até a estrada que conduz aqui a Miqueiros. Ia devagar, tinha chovido, né, e a lama era escorregadia, mas nada com que eu não estivesse acostumado. Eram por volta de sete e meia da noite, lembro que meu estômago tava roncando já, além do sono que já batia à porta.
Entre aquela rotatoriazinha e um poço de vinhaça lá da usina, que fertiliza a terra da cana, percebi uma pequena luzinha no céu; a luzinha foi se chegando perto rapidinho e aumentando, até transformar-se em algo tremendamente grande voando em cima da minha cabeça.
Uai, eu não tinha reação, simplesmente prestava atenção ao objeto voador. Foi quando entrei com tudo na cana. Como eu estava devagar, nem me machuquei muito, foram só esses arranhões esquisitos nas costas, mas essa batidinha provavelmente chamou a atenção dos seres habitantes da provável nave que era aquele objeto estranho no ar; logo em seguida à batida, um raio verde foi disparado do disco e atingiu meu carro em cheio, me fazendo desmaiar.
Quando acordei, vi que eu estava num lugar bem claro, e logo que levantei da cama que eu estava deitado, vi um bichos feios, gosmentos, todos me olhando com interesse. Fiquei com medo, mas não demonstrei, fui corajoso e perguntei onde eu estava. Eles responderam, ah sim, disseram que tinham me abduzido e que, enquanto eu dormia, tiraram uma amostra do meu sangue pra exames, dei uma olhada em mim mesmo num espelho que tinha perto e vi essa marca roxa no pescoço, foi aí que eles tiraram sangue, esquisito né? Mas enfim, eu disse que queria ir embora, e eles disseram que não, que iam me levar, daí eu lutei com eles, e por isso essa outra marca perto da orelha, e a minha cueca rasgada. Mas no fim, cheguei até o painel da nave e apertei um botão que estava escrito “Aperte aqui para descer”. Quando vi, estava lá embaixo, no meu carro.
Daí, por causa do nervoso, tomei umas dosezinhas do garrafão que tava lá no carro, sabe como é, e cheguei em casa tarde daquele jeito ontem. Foi isso.”
- Sei, sim senhor. Então, o carro batido, a bebedeira e esse monte de marca pelo seu corpo foi culpa dos alienígenas?
- Sim, sim, pra você ver.
- Hum… Interessante. Isso quer dizer que os alienígenas usavam batom e escrevem bilhetinhos né? Ou será que existe outra explicação pras marcas na sua camisa, e pro papelzinho no bolso da sua calça? Hein? Seu cafajeste!
Espero que os leitores do nosso blog tenham tido um feliz natal, e desejo a todos um ótimo 2008.
1 de Setembro de 2007
Autor(a): Diego
-Chega!
Todos na sala ficaram perplexos com o grito do comandante daquela pequena nave brasileira. Com que autoridade um brasileiro gritava perante o conselho da Terra?
- E quem é você? - Perguntou o Presidente da Terra, Dans Von Schwarzenegger .
- Eu sou o Capitão Inácio, comandante da nave Pururuca II.
- Muito bem, foi você que descobriu a aproximação da armada do planeta NXZero, correto?
- É isso mesmo, e enquanto vocês discutem, eles se aproximam. Meu agente infiltrado diz que eles tem uma nova arma, capaz de nos destruir.
- E o que você propõe?
- Guerra, senhor. Guerra.
- Impossível. Ninguém nunca abateu os cruzadores deles. Nós sempre nos viramos com diplomacia!
- Na verdade - Interrompeu uma voz feminina - isso não está correto.
- E quem seria você? - Perguntou o Presidente.
- Sou Nazira, piloto da nave Pururuca II.
- Muito bem, e quem foi que abateu o caça deles?
- O comandante Inácio. Eu vi com meus próprios olhos.
- Isso é verdade, comandante?
- Sim. E é por isso que eles estão a caminho…
11 de Agosto de 2007
Autor(a): CoN
Os médicos de todo o Universo conhecido (e talvez até da parte desconhecida, mas como não se sabe se lá há médicos, fica decidido que não falaremos deles) a algum tempo vinham se dedicando ao estudo de um grave distúrbio que aflige hoje a grande parte da população viva da história conhecida.
Trata-se de um fenômeno de dupla personalidade esquisito. Dentro de certas circunstâncias, pessoas que sofrem desse mal (embora esse lance de chamar de “mal” também está sendo discutido, visto que algumas pessoas gostam de suas outras personalidades) repentinamente adquirem uma personalidade completamente diferente da sua personalidade normal. O que é mais intrigante é que a nova personalidade, invariavelmente, é falante, brincalhona, engraçada, adora suco de tamarindo e odeia qualquer coisa relacionada a álcool.
É interessante notar também que os doutores relacionaram a manifestação do distúrbio à pessoas que, em determinada fase de sua vida (que pode ser ela toda), beberam bastante bebidas alcoólicas. Ou seja, grande parte da população viva da história conhecida. Então, pelo bem da ciência, eles mesmos resolveram começar a beber muito para estudar os efeitos da coisa todo em seus próprios corpos. Infelizmente, hoje, sobraram poucos médicos sadios para continuar as pesquisas.
Eu, enquanto encarava o capitão da nave e ouvia o duelo de meu corpo com minha cabeça sobre quem era responsável por me tirar daquela situação complicada em que nenhum dos dois sabia como eu havia me metido, desconhecia completamente toda a baboseira da dupla personalidade.
Foi nesse momento em que ela apareceu. A minha segunda personalidade, que eu desconhecia, era muito mais falante que eu, muito mais brincalhona que eu, muito mais engraçada que eu, adorava suco de tamarindo e não suportava álcool. E eu desconhecia tudo isso, também.
Na hora, meu corpo e minha cabeça calaram a boca e ficaram vendo o que essa nova personalidade fazia. E ela fez algo muito, realmente muito impressionante. Ela deu um soco no capitão.
Capítulo I
Capítulo II
Se você, visitante, entrar aqui e der de cara um layout completamente diferente e defeituoso, não esquente. Sou eu testando umas coisas. Simplesmente esqueça o que você viu, e tudo ficará bem.
18 de Junho de 2007
Autor(a): CoN
Tinha sido tudo tão confuso que eu não conseguia me lembrar direito. Ou talvez fosse efeito das coisas que eu tinha bebido antes de me retirar ao meu quarto. Não que eu lembrasse também das bebidas, mas minha cabeça reclamava de uma forma interessante sobre algo relacionado a isso, além do meu fígado não reclamar de nada, como se não tivesse forças nem pra isso.
Enfim, a questão é que aos poucos ia me lembrando que, depois do capitão ir dormir, eu tinha resolvido fazer um lanchinho inocente na cozinha. De alguma forma, minha cabeça me avisava que eu ia me meter em encrenca fazendo isso, talvez porque ela seja vidente, ou talvez porque ela soubesse que eu tinha visto umas garrafas de aguardente de Plutão guardadas no armário, e soubesse também que eu seria tentado a bebê-las só de estar no mesmo ambiente que elas.
Enquanto eu me lembrava de tudo isso, o capitão continuava a olhar furioso pra mim, de forma que minha cabeça começava a pensar numa forma de chegar às cápsulas de escape da nave antes dele me pegar. Meu corpo, obviamente, concordava com a idéia de sair daquele lugar que, no momento, oferecia grande perigo, mas receava que não tivesse forças pra isso. Minha cabeça amaldiçoou meu corpo, e se concentrou então, em tentar conversar com o capitão para ganhar tempo.
-Bem capitão. Antes de tudo, gostaria de dizer que a culpa não foi minha, MAS… – o capitão já se preparava pra me cortar por não acreditar - … sei de quem foi.
Ele teria franzido a testa, nesse momento, se ele conseguisse faze-lo. Não o fez, por não conseguir. Me olhou profundamente, procurando alguma marca em meu rosto que denunciasse minha mentira. Não encontrou, por que eu era perito em mentir. E porque, dessa vez, não estava mentindo.
-Então – disse ele, gravemente – de quem foi a culpa?
Ele tinha entrado em um ponto delicado. Afinal, eu disse que sabia de quem era a culpa, e não que estava disposto a contar pra ele. Contudo, parece que ele entendeu exatamente isso. O fato é que agora corria riscos dos dois lados. Não contando, a culpa cairia sobre mim, e provavelmente, minha vida estaria correndo sérios riscos. Contando, eu teria certeza que minha vida corria riscos.
Nesse momento, minha cabeça decidiu que isso era culpa do meu corpo, que ela não tinha nada com isso, e se refugiou no fundo de suas idéias. Meu corpo, pra variar, não estava se agüentando em pé, e não tinha condições de decidir o que fazer. Eu, obviamente, estava fudido, quando, de repente, surgiu quem tinha me posto naquela situação, pra tentar me tirar de lá: ela!
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