14 de Dezembro de 2007
Autor(a): André (www)
Capítulo 1: O inocente
Splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh…
- PÁRA!!!
Splosh
- Que foi???
- Como assim “que foi”??? Tá sujando todo chão!
- Ih, é verdade. Desculpa. Mas tu viu aquela chuva toda lá fora?
- Sim, e agora estou vendo ela aqui dentro também!
- Ah, nada melhor que um humor raivoso de uma mulher. Para mim, a mais pura forma de humor que existe!!!
- …
- …
Splosh, splosh…
- TIRA ESSA MERDAAAA!!!
- Ok, ok! Não se irrite… mais. Vou tirar o sapato.
- E cadê o guarda-chuva?
- Tá lá fora, oras.
- …
- …
- E posso saber por que ele está lá fora?
- Pra não molhar aqui dentro, ué.
- … às vezes eu fico pensando se tu é assim mesmo ou se faz de propósito.
- Ahn…
Ela suspira, abaixa a cabeça e dois segundos depois olha pra ele:
- Tá, vem cá de uma vez que to com saudades.
Splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh, splosh.
Capítulo 2: O esperto
- Porra! Começou a chover bem na hora que descemos do ônibus!
(sploshs ao fundo)
- Chover é pouco, eu conseguia ouvir a dor do asfalto ao levar essas porradas da chuva. Sorte que achamos aquela árvore lá pra ficar embaixo.
(sploshs ao fundo)
- Grandes coisas, a pobre da árvore nem dava conta, nos molhamos do mesmo jeito.
(sploshs ao fundo)
- Enfim, reunião de condominio amanhã, não esquece!
(sploshs ao fundo)
- Pode deixar, abraço!
(sploshs cessam)
- Perae cara, o sapato!
- Que tem??
- Não entra com ele né, tu vai molhar tudo lá dentro, tua dignissíma vai ficar puta! Deixa ai fora com o guarda-chuva que nem eu.
- Não, não se preocupa, hoje é quarta.
- Quarta??… ah sim, agora lembrei. Eu queria ter quartas também, hehe
- Hehehe, vou até guardar a marca de batom pra outro dia.
- Só tu mesmo. Boa sorte então!
- Veremos, até amanhã!
Splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh.
Splosh, splosh, splosh…
- PÁRA!!!
7 de Dezembro de 2007
Autor(a): Diego
32 de fevereiro, 1988
Usina de controle de coisas
-Senhor?
-Pois não?
-Achamos algo.
-É mesmo?
-Sim.
-Poxa, que legal.
-É mesmo, senhor.
-…
-O senhor deveria vir ver…
-Ah sim, claro. O que aconteceu?
-Encontramos um liquido estranho…
-E você vai me tirar do refeitorio pra isso?
-Bem, eu imaginei que…
-Não quero saber. Injete o liquido em alguma cobaia e me leve o café da manhã lá pelas dez.
-Sim senhor.
Obviamente, o soldado(ah é, essa é uma instalação militar secreta) não se deu ao trabalho de se assegurar de que tudo correria bem, então mandou que outro fizesse o trabalho. Mais precisamente Paulo, vulgo “Das”, funcionário dedicado há quase duas semanas, o que o tornava o mais velho no quadro de empregados.
Quando acordou com o telefonema, Paulo tratou de correr para a sala de cobaias convenientemente sedadas e imobilizadas, onde realizaria o experimento sozinho, sem nenhum guarda por perto.
E isso lhe dava medo. Afinal o liquido havia sido enocntrado numa nave espacial derrubada por fogos-de-artificio após a derrota do corinthians(se não sou ber qual delas, tanto faz, cai uma nave por dia mais ou menos, só por causa disso).Ele não sabia o que esperar, ainda mais ssendo a cobaia um grande urso branco, pelo qual nunca havia cultivado grande afinidade…quero dizer… é um urso branco…não é psicodélico como um urso azul.
Pegou a seringa na gaveta-de-coisas-para-serem-injetadas-em-ursos.
“Mas que liquido lindo!” Pensou ele,” Que gosto será que ele tem?”
Seguindo meticulosamente o roteiro, Paulo esguichou uma pequena quantidade do liquido em sua boca.
Surpreendeu-se: o liquido tinha gosto de telefone, sua comida favorita desde os 23 anos.
Sem ter controle sobre suas ações, despejou todo o conteudo da seringa em sua boca. Que maravilha, que sabor! O mundo ganhara mais cores, os cheiros estavam mais cheirosos, e as fadinhas dançavam freneticamente ao som da conga…espera, fadas?
Neste instante, todo este orgasmo de sensações foi substituido por uma tontura demasiadamente grande, que levou a um desmaio.
Acordou de sobresalto, como se estivesse gritando(mas não estava…sacou,sacou?). Estava numa cama…redonda. Pelo tapetinho escrito “Orgasmus Motel”, suspeitou que realmente estivesse num motel.
Sozinho num motel? Não. Ao olhar parao lado, Paulo se surpreendeu. Havia um enorme urso branco deitado ao seu lado, com uma estranha feição de prazer. Somou o 2 com o 2, e(agora sim) gritou bem alto.
Ráááá, reedição de um velho conto, de um velho blog.